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Tesla: Grande queda no início de 2025 com recuperação à vista?
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Inflação atinge novo máximo
No gráfico desta semana analisamos as ações da Tesla e as razões que as fizeram cair mais de 30% desde o início de 2025.
A Tesla começou 2025 a perder força. Desde janeiro as ações caíram mais de 30%, apagando grande parte dos ganhos do ano anterior. O gráfico mostra uma trajetória descendente acentuada, com uma leve recuperação em Março. Mas o que explica esta correção tão acentuada numa das empresas mais mediáticas do mundo?
Há vários fatores a ter em conta:
- Pressão nas margens: para enfrentar a concorrência crescente, especialmente das marcas chinesas, que afetou diretamente os lucros por unidade;
- Menor procura global: o mercado de veículos elétricos, apesar de continuar a crescer, está a desacelerar em vários países, especialmente onde os incentivos estatais estão a ser retirados;
- Concorrência asiática: marcas como a BYD estão a ganhar quota de mercado de forma agressiva com modelos mais baratos e produção mais eficiente.
Outro fator recente, talvez o que mais impactou as ações da empresa, foi o anúncio de novas tarifas comerciais por parte de Donald Trump, quando este regressa à presidência dos EUA. O Presidente implementou tarifas de 25% sobre importações do México, Canada e China que visam combater a entrada de drogas como o fentanil no país. Em retaliação, a China impôs tarifas de até 15% sobre produtos americanos, incluindo veículos elétricos.
Estas medidas afetaram diretamente a Tesla, que depende da sua fábrica em Xangai para produção e do mercado chinês para vendas. A empresa alertou que as tarifas retaliatórias poderiam prejudicar as suas operações e solicitou à administração Trump uma abordagem mais cuidadosa nas questões comerciais.
Além disso, o governo do Canada congelou pagamentos de reembolsos à Tesla e proibiu a empresa de participar em futuros programas de incentivos para veículos elétricos, em resposta às tarifas impostas pelos EUA.
No entanto, a reação recente dos mercados sugere que alguns investidores veem um potencial de recuperação. Na semana passada, a ação subiu cerca de 10%, após a China sinalizar uma postura menos agressiva em relação às tarifas sobre automóveis estrangeiros.
Importa ainda referir que, com a desvalorização, as ações da Tesla passaram a ser vistas como “relativamente baratas” por alguns analistas, considerando os seus ativos estratégicos (como a rede de carregamento, capacidade produtiva e liderança tecnológica em software e baterias).

Fonte: Bloomberg
Autor: Direção de Wealth Management (DWM)
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