A orientação adotada na gestão do Banco em 2025 foi sobretudo balizada por três tipos de condicionantes: em primeiro lugar, a expectativa da concretização da operação de alienação de 100% do capital do Banco por parte do atual acionista – Fundação Oriente. Condicionante que limitou fortemente a margem de atuação da gestão, tanto no desenho como na execução, das políticas de risco e de negócio; em segundo lugar, a necessidade de dirigir uma parte substancial dos recursos disponíveis no Banco – tanto técnico/operacionais como financeiros – para o esforço de reorganização necessário para responder às crescentes exigências regulamentares/prudenciais; por último, manter as necessidades de novo capital controladas no interior das margens previstas no FCP – Funding and capital Plan – aprovado.
Nessa linha, o Banco Português de Gestão reforçou o seu sistema de governo e de controlo interno, mantendo igualmente a trajetória de desenvolvimento de uma cultura de risco transversal a toda a organização. Destaca-se ainda a evolução da infraestrutura do Banco, em particular nos domínios da cibersegurança, qualidade de dados, subcontratação e continuidade das operações, áreas nas quais tem sido necessário alocar recursos financeiros relativamente elevados quando relativizados à dimensão da instituição.
Esta orientação permitiu melhorar a capacidade de resposta técnico/operacional em áreas críticas ao mesmo tempo que permitiu lançar um movimento dirigido à melhoria das condições de exploração embora ainda insuficiente para as reequilibrar.
Resultados que se refletem nos números apresentados a seguir.

Desempenho do Banco em 2025

O BPG registou um prejuízo líquido de EUR 7,4M em 2025, representando uma melhoria significativa face ao prejuízo líquido de EUR 11,3M registado em 2024. O rendimento integral, definido como o resultado líquido acrescido da variação das reservas, também melhorou de EUR -10,2M para EUR -5,9M. A situação líquida do BPG a 31 de dezembro situava-se em EUR 18,7M.
Não obstante, o resultado do exercício ficou aquém do objetivo definido no Plano de Financiamento e Capital (FCP, do inglês, Funding & Capital Plan), que previa um prejuízo de EUR 6,3M para 2025. Este desvio é essencialmente explicado pelo atraso na venda de um imóvel adquirido em reembolso de crédito próprio que, estando perspetivada para 2025, veio apenas a realizar-se já no ano de 2026. Contudo, foi parcialmente compensado pela reversão parcial da imparidade sobre o título INAPA. O FCP resulta essencialmente da conjugação de um plano trienal desenvolvido pela gestão com orientações gerais emitidas pelo Banco de Portugal, nomeadamente em matéria de inflação, taxas de juro, taxas de imparidade, entre outras.
A margem financeira mais do que duplicou em 2025 (EUR 750k versus EUR 346k), beneficiando de uma combinação mais eficiente de fontes de financiamento, com preponderância dos depósitos domésticos em substituição de depósitos mais onerosos captados através das plataformas da RAISIN na Irlanda e na Alemanha.
Com efeito, a nossa oferta estruturada de depósitos a prazo, assente em preços competitivos, procedimentos simples de abertura de conta digital e uma estratégia de marketing direto, teve um impacto significativo na margem financeira, com o custo médio anual dos depósitos a diminuir de 3,66% em dezembro de 2024 para 2,89% em dezembro de 2025.
A proporção de depósitos a prazo de origem estrangeira reduziu-se para 22% e, pela primeira vez nos últimos anos, os juros pagos a depositantes domésticos (EUR 2,2M) superaram os juros pagos a depositantes estrangeiros através da plataforma RAISIN (EUR 1,2M).
Os rendimentos de juros registados em margem financeira ascenderam a EUR 4,4M, face a EUR 3,7M de encargos por juros. A carteira bancária — composta em larga maioria por obrigações — contribuiu com a maior parcela dos juros recebidos (EUR 2,5M), seguida de papel comercial (EUR 1,0M), crédito a empresas e outras entidades (EUR 0,4M) e depósitos junto de bancos centrais (EUR 0,4M).
A contribuição de outros itens da demonstração de resultados foi ligeiramente negativa (EUR -37k), essencialmente devido a comissões líquidas abaixo do esperado e ao impacto dos custos de cobertura (hedging).
O Banco gerou comissões sobretudo a partir da atividade de gestão de patrimónios (EUR 76k), da prestação de garantias a clientes PME, nomeadamente garantias financeiras e de boa execução (EUR 84k), bem como de emissões de papel comercial e operações de crédito a PME´s (EUR 68k).
Por outro lado, o Banco suportou comissões pagas a terceiros, nomeadamente ao SAXO Bank (EUR 145k), pela infraestrutura tecnológica que suporta a disponibilização aos clientes do Banco de uma plataforma de negociação de valores mobiliários. As perdas financeiras em instrumentos derivados ascenderam a EUR 195k em 2025.
Os custos operacionais (OPEX) do Banco aumentaram 1,6%, abaixo da taxa de inflação, totalizando EUR 8,6M.
A decomposição dos OPEX foi a seguinte: EUR 4,1M em custos com pessoal, EUR 4,0M em gastos gerais e administrativos (GGA) e EUR 0,5M em depreciações, valores muito semelhantes aos do ano anterior.

Os principais componentes dos GGA foram:

  • Manutenção de equipamentos: EUR 1,2M;
  • Consultoria e auditoria: EUR 0,7M;
  • Comunicações: EUR 0,6M;
  • Serviços jurídicos: EUR 0,3M;
  • Suporte à infraestrutura: EUR 0,2M;
  • Publicidade: EUR 0,15M;
  • Condomínio e estacionamento: EUR 0,1M.

A despesa com rendas de escritórios ascendeu a cerca de EUR 0,15M anuais, mas não é incluída nos GGA de acordo com as regras da IFRS 16 aplicáveis a contratos de locação com duração superior a 12 meses.

O CAPEX, maioritariamente relacionado com IT, atingiu EUR 221K em 2025, face a EUR 195K no ano anterior. Do total acumulado de EUR 417K nos dois anos, cerca de EUR 235K (56%) estão relacionados com o projeto regulatório pan-europeu, altamente exigente, relativo à qualidade e agregação de dados de risco no âmbito do prescrito pelo Comité de Basileia para a Supervisão Bancária. Outros projetos obrigatórios, como os pagamentos imediatos e o sistema de proxy look-up, também contribuíram significativamente para o montante de CAPEX.
Foi registada uma reversão líquida de imparidades de EUR 0,6M no exercício, fruto de um desempenho sólido da carteira e principalmente por parte de uma recuperação relevante no âmbito do processo de insolvência da INAPA.
 
Requisitos prudenciais
No plano prudencial foi cumprida a totalidade dos rácios e requisitos de supervisão a 31 de dezembro de 2025 e ao longo do exercício de 2025.

Os requisitos, definidos por regulamentação, incidem sobre os seguintes indicadores:

  • Rácio global de capital;
  • Rácio de capital CET1;
  • Fundos próprios;
  • Limite de grandes riscos para contrapartes não financeiras;
  • Limite de grandes riscos para instituições financeiras;
  • Rácio de alavancagem;
  • Posição de liquidez (específica do BPG);
  • Rácio de cobertura de liquidez;
  • Rácio de financiamento estável líquido; e
  • Rácios de ativos fixos.


O Presidente do Conselho de Administração
 
João Costa Pinto
Desde há mais de 20 anos que aqui estamos, mas agora Estamos Ligados


Visão 

Um Banco de pequena dimensão e financeiramente estável, focado no desenvolvimento equilibrado e diversificado de linhas de negócio, assentes em soluções simples, flexíveis e inovadoras, visando atuar no mercado como uma instituição credível e reconhecida pela agilidade, capacidade de resposta rápida aos clientes e eficiência operacional na disponibilização de produtos e serviços financeiros.


Missão

Servir as pessoas, empresas e instituições que contribuam ativamente para a promoção do empreendedorismo, do crescimento económico, do desenvolvimento social, da prosperidade e do bem-estar, através das soluções adequadas ao desenvolvimento dos seus projetos e à gestão do seu futuro financeiro.


Valores

Inovação e tecnologia com um rosto humano, síntese de um trabalho de equipa, desenvolvido numa cultura de rigor, transparência, ética e profissionalismo.

 

O Banco Português de Gestão é uma instituição de crédito registada junto do Banco de Portugal com o n.º 0064 e intermediário financeiro registado na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários com o n.º 286. 

O capital social do BPG é de  EUR 121.829.998,59 representado por 392.421.948 ações nominativas, encontrando-se integralmente realizado.

A estrutura acionista do BPG é a seguinte:

Acionista Nº de Ações %
Fundação Oriente 389.536.376 99,26%
STDP, SGPS SA 1.232.413 0,31%
Fundação Stanley Ho 263.894 0,07%
Outros Acionistas 1.389.265 0,35%
Total 392.421.948 100,00%

Órgãos Sociais
 

Mesa da Assembleia Geral


Presidente: Vitalino José Ferreira Prova Canas
Vice-Presidente: Maria Luísa Dias da Silva Santos
Primeiro Secretário: Carlos Alberto Cardoso Rodrigues Beja
Segundo Secretário: Pedro Brito e Abreu Krupenski


Conselho de Administração

Presidente: João António Morais da Costa Pinto
Vice-Presidente: Mário José Brandão Ferreira
Vogais: Guilherme Manuel Soares Bernardo Vaz
  Luís António Gomes Moreno
  Carlos Eduardo Pais e Jorge


Comissão Executiva

Presidente: Carlos Eduardo Pais e Jorge
Administradores Executivos: Paulo César Correia Pacheco
  Ricardo Simão Azevedo Anastácio Vaz


Órgãos de Fiscalização

Conselho Fiscal

Presidente: Ernesto Jorge de Macedo Lopes Ferreira
Membros efectivos: Mário José de Matos Valadas
  Pedro Casalinho Marques

Revisor Oficial de Contas


PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda., representada por Cláudia Sofia Parente Gonçalves da Palma, inscrita na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sob o nº 1853 e inscrita na CMVM com o nº 20180003 [4] ou José Manuel Henriques Bernardo, inscrito na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas sob o nº 903 e inscrito na CMVM com o nº 20160522.


Conselho de Estratégia

Presidente: Carlos Augusto Pulido Valente Monjardino
Vogais: Emanuel Jorge Marques dos Santos
  Francisco Luís Murteira Nabo



Direções, Funções de Controlo e Secretario-Geral


Diretores

Direção Comercial: António Simões Pinheiro
Direção de Tesouraria e Carteira Própria: João Folque
Direção de Organização e Capital Humano: Tiago Sequeira
Direção de Planeamento, Contabilidade e Controlo: José Tavanez 
Direção de Wealth Management: Paulo Pacheco
Direção de Serviços Jurídicos: Maria Amália Almeida
Direção de Sistemas de Informação: Maria Alexandra Antunes



Responsáveis pelas Funções de Controlo


Função de Auditoria Interna: Gabriel Magalhães
Função de Compliance: Ricardo Rabaça
Função de Gestão de Riscos: Ricardo Vaz



Secretário-geral


Secretário-geral: Tiago Borges de Sousa
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