ESG – Environmental, Social and Governance
Divulgação de informação sobre riscos climáticos e ambientais
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NOTA INTRODUTÓRIA
O Banco Português de Gestão vem divulgar ao mercado o que considera como matéria principal em termos da avaliação dos riscos climáticos e ambientais que enfrenta. Esta informação é divulgada através do site institucional do Banco, sendo revista periodicamente no âmbito dos processos internos de gestão de risco e de governação.
Ao longo do exercício de 2025 o Banco introduziu desenvolvimentos estruturais no domínio da gestão dos riscos climáticos e ambientais, que se apontam a seguir:
- O Banco definiu um critério interno de avaliação da materialidade dos riscos climáticos e ambientais, que permite acompanhar a exposição a contrapartes com contributo significativo para as alterações climáticas, assegurando uma monitorização prudente e alinhada com o seu perfil de risco.
- A identificação de contrapartes com contributo significativo para as alterações climáticas tem por base o enquadramento regulamentar europeu aplicável, nomeadamente o Regulamento Delegado (UE) 2020/1818, abrangendo setores económicos reconhecidos como mais expostos a riscos de transição, incluindo, entre outros, a indústria, a energia, a construção e os transportes.
- Refletindo essa materialidade, foi introduzida uma métrica ambiental no âmbito do sistema de gestão de risco do Banco, permitindo o acompanhamento regular do risco climático e assegurando um enquadramento adequado de monitorização e reporte aos órgãos de governação.
- Implementação do Questionário ESG, aplicado sistematicamente a novos clientes de crédito e progressivamente à globalidade da carteira ativa, permitindo identificar e avaliar riscos físicos e de transição ao nível da contraparte.
- Evolução na quantificação da exposição aos fatores ambientais, como o reforço da componente quantitativa e alinhamento com as expectativas regulatórias da EBA, BCE e Banco de Portugal.
- Integração reforçada dos fatores ambientais nos processos internos de gestão de risco e planeamento, incluindo a avaliação da materialidade climática, a análise prospetiva do seu impacto e a respetiva articulação com o enquadramento estratégico do Banco.
- Reforço dos mecanismos de governação ESG, através da melhoria da informação disponível, aumento da regularidade de reporte e maior integração da avaliação de risco ambiental no processo de decisão de crédito.
Em conformidade com a Política de Gestão de Riscos ESG, o Banco Português de Gestão (BPG) considera que os fatores ambientais não constituem riscos autónomos, mas sim fatores que influenciam os riscos prudenciais existentes, principalmente os riscos de crédito, de mercado, operacional e de liquidez.
O risco ambiental é qualificado como de baixa materialidade para o Banco, refletindo o perfil do portfolio, a moderada exposição a setores intensivos em carbono e a natureza de curto/médio prazo da maioria das operações de crédito.
No âmbito da avaliação realizada, o Banco identificou e priorizou os principais riscos climáticos relevantes para o seu perfil de risco. Nos riscos físicos, destacam-se eventos de natureza geográfica e climática, incluindo fenómenos sísmicos e alterações climáticas crónicas. Nos riscos de transição, a tipologia política e legal concentra a maior expressão potencial (em particular litígios ambientais e custos de carbono), seguida do sentimento de mercado e, por último, dos riscos tecnológicos, cuja severidade permanece residual.
Para além da hierarquização dos riscos climáticos, foram definidas ações específicas para orientar a monitorização e a mitigação nos processos de crédito e de gestão da carteira. Nos riscos físicos, as análises de crédito passarão a verificar de forma sistemática a existência de seguro adequado ou de medidas de contingência por parte das contrapartes mais expostas, reforçando a avaliação da sua capacidade de resistência a eventos extremos.
No âmbito dos riscos de transição, a análise setorial será aprofundada, assegurando uma avaliação reforçada das contrapartes mais expostas a alterações regulatórias, fiscais ou de mercado. Será também mantido um acompanhamento contínuo das tendências regulatórias e das dinâmicas de consumo, ainda que, no curto prazo, não sejam antecipadas mudanças significativas no perfil de risco.
A análise do rating médio e da Probabilidade de Default (PD) indica que, mesmo considerando diferentes cenários climáticos e horizontes temporais, o impacto estimado é moderado e não altera de forma significativa o perfil de risco global da carteira.
De forma global, o exercício confirma a resiliência estrutural da carteira, a baixa materialidade dos riscos climáticos e o alinhamento do BPG com as melhores práticas prudenciais e expectativas supervisoras, mantendo um compromisso contínuo com a robustez metodológica e o reforço da qualidade da informação. O acompanhamento dos riscos climáticos assenta em indicadores internos de risco e desempenho, integrados nos processos de monitorização e reporte do Banco.
Sobre outros domínios de risco:
O perfil de risco de mercado é considerado reduzido, na medida em que a carteira é diversificada e o peso de emissores contribuindo significativamente para alterações climáticas relativamente baixo. É também de destacar que o portfolio de títulos do Banco se caracteriza essencialmente como carteira de investimento e não de negociação, pelo que o risco de crédito se sobrepõe consideravelmente ao de mercado, em expressão e relevância.
O facto de o Banco ter uma expressão imaterial de depósitos à ordem de empresas contribui de forma importante para que o risco de liquidez associado a fatores climáticos seja reduzido. A grande maioria dos depósitos do Banco resulta de angariações junto de particulares ou institucionais, sobressaindo largamente a carteira de depósitos a prazo (versus depósitos à ordem), cuja estabilidade é significativamente superior.
Finalmente, a concentração da atividade do BPG em apenas dois escritórios arrendados, em Lisboa e no Porto, minimiza o potencial de impacto direto de eventuais fenómenos físicos, sendo porventura mais relevante o potencial de risco operacional das suas contrapartes. Deve ainda dar-se relevo ao plano de continuidade de negócio, sucessivamente testado e melhorado pelo Banco ao longo dos últimos anos, e contribuindo para um perfil de risco reduzido na frente operacional.
O Banco mantém sob vigilância os riscos de reputação e litigância associados às contrapartes com exposição relevante a fatores ambientais, incluindo litígios ambientais, controvérsias mediáticas, incumprimento regulatório ou práticas suscetíveis de gerar perceção negativa no mercado.
A materialidade do risco de reputação ligado a questões ambientais do próprio Banco permanece reduzida, dada a dimensão do BPG e a natureza do seu modelo de negócio, interagindo com um número relativamente reduzido de contrapartes.
Enquadramento face à Comunicação da Comissão Europeia de 12 de março de 2024 sobre a gestão dos riscos climáticos
Governação – o BPG designou um membro da Comissão Executiva para assegurar a coordenação de alto nível do dossier climático, contando ainda com o apoio de um elemento da função de gestão do risco na integração dos riscos climáticos nos processos do Banco e na produção de indicadores relevantes.
Melhores instrumentos – o BPG identificou os principais canais de transmissão dos riscos físicos e de transição, procedendo à quantificação da sua exposição bruta na carteira de crédito e papel comercial. A disseminação de indicadores de risco climático na organização e a utilização de parâmetros climáticos na avaliação do risco de crédito constituem passos relevantes na caracterização e interligação destes riscos.
Financiamento – sendo uma instituição de reduzida dimensão, o BPG reconhece que o seu papel direto no financiamento da resiliência às alterações climáticas é limitado. Ainda assim, o Banco acompanha com interesse a eventual participação em programas específicos que venham a resultar de iniciativas promovidas pela Comissão Europeia, em articulação com os setores produtivo e financeiro.”
ANÁLISE DO POTENCIAL IMPACTO DOS PRINCIPAIS CANAIS DE TRANSMISSÃO NA CARTEIRA DE CRÉDITO E PAPEL COMERCIAL
Enquadramento e canais de transmissão
Os fatores ambientais não constituem riscos autónomos, mas atuam como amplificadores de riscos existentes, conforme estabelecido no enquadramento regulatório europeu.
Os cenários climáticos físicos e de transição podem afetar a carteira de crédito, papel comercial e títulos através de canais de transmissão, isto é, mecanismos que explicam como eventos climáticos, económicos ou regulatórios se propagam ao perfil de risco das contrapartes.
Em linha com as EBA Guidelines on Environmental Scenario Analysis (EBA/GL/2025/04, Anexo I), o BPG adota a taxonomia recomendada para integrar fatores ESG nos riscos de crédito, mercado, liquidez, operacional e reputacional/estratégico.
A exposição do Banco aos canais de transmissão é, em geral, limitada devido ao seu modelo de negócio, caracterizado por:
Principais canais de transmissão dos riscos climáticos por categoria de risco
Risco de Crédito
Os riscos climáticos físicos e de transição podem afetar as contrapartes através de danos em ativos, aumento de custos operacionais e de conformidade, e redução da rentabilidade em setores mais expostos à transição, com potenciais impactos na sua capacidade financeira.
Risco de Mercado
Os riscos de transição podem refletir-se em ajustamentos de valor dos ativos financeiros, alterações na perceção de risco dos investidores e maior volatilidade associada a setores sensíveis às alterações climáticas.
Risco de Liquidez
Eventos climáticos extremos ou impactos reputacionais associados a fatores ESG podem, em determinados contextos, afetar o acesso ao financiamento. No caso do BPG, este risco é considerado residual, atendendo à estrutura da sua base de financiamento.
Risco Operacional
Os riscos físicos e tecnológicos podem originar interrupções operacionais, nomeadamente por eventos climáticos extremos ou pela necessidade de adaptação tecnológica associada à transição.
Risco Reputacional e Estratégico
Os riscos de transição podem traduzir-se em maior exigência de transparência ESG, exposição a críticas públicas ou divergências entre práticas e compromissos assumidos, com impacto potencial na imagem e nas relações institucionais.
Exposição setorial e sensibilidade da carteira a riscos ambientais
No seguimento das iniciativas conduzidas em 2024, o Banco reforçou em 2025 o exercício de identificação e avaliação dos riscos ambientais, integrando de forma mais sistemática estes fatores no processo de gestão de risco.
Os resultados visam avaliar a exposição das carteiras a riscos físicos e de transição, permitindo compreender o potencial impacto de fatores climáticos e ambientais na solvência das contrapartes e, consequentemente, no risco global do Banco.
Metodologia de Avaliação
A avaliação da exposição a riscos ambientais e climáticos assenta numa abordagem estruturada e alinhada com as orientações da EBA, permitindo identificar e analisar os principais canais de transmissão dos riscos físicos e de transição relevantes para o perfil de risco do Banco.
Esta abordagem assegura uma análise consistente e integrada da exposição setorial e da sensibilidade da carteira a fatores ambientais, suportando a monitorização contínua e a tomada de decisão no âmbito da gestão de risco.
Exposição por setores de atividade
A carteira de crédito e papel comercial apresenta um perfil de risco estável e coerente com o modelo de negócio do Banco, caracterizando-se por uma adequada diversificação setorial.
A exposição a setores intensivos em carbono e a setores com contributo significativo para as alterações climáticas encontra-se controlada e concentrada em atividades onde os riscos de transição são monitorizados, destacando-se, de forma agregada, os setores da indústria transformadora, energia e construção.
Esta exposição é acompanhada no âmbito dos processos internos de gestão de risco, não sendo identificadas, à data, concentrações que comprometam o perfil de risco global do Banco.
Riscos Físicos
A análise dos riscos físicos considerou a exposição da carteira de crédito e papel comercial a eventos climáticos extremos e crónicos, incluindo fenómenos como eventos meteorológicos severos, aumento da temperatura média e riscos associados a zonas costeiras.
Os resultados indicam que, embora determinadas tipologias de risco físico apresentem maior incidência relativa, o impacto prudencial agregado permanece limitado e coerente com o perfil de risco do Banco.
Estes riscos são objeto de monitorização contínua no âmbito dos processos internos de gestão de risco, com particular atenção à localização das contrapartes e à adequação das garantias associadas, não sendo identificados, à data, efeitos que comprometam a resiliência financeira global da carteira
Riscos de Transição
A avaliação dos riscos de transição considera os potenciais impactos decorrentes de alterações nas políticas públicas, enquadramento regulatório, evolução tecnológica e mudanças nas preferências dos consumidores, que possam influenciar a viabilidade económica das contrapartes.
No âmbito desta análise, foram consideradas as tipologias Política e Legal, Tecnologia e Sentimento de Mercado. Os resultados indicam que os riscos de transição mais relevantes estão associados a fatores regulatórios e fiscais, bem como à evolução das exigências ambientais e de sustentabilidade por parte do mercado.
Os riscos tecnológicos e de sentimento de mercado apresentam, em termos globais, uma expressão mais moderada, refletindo a composição da carteira e a predominância de operações de curto prazo.
De forma global, a exposição a riscos de transição permanece limitada e coerente com o perfil de risco do Banco, sendo objeto de monitorização contínua no âmbito dos processos internos de gestão de risco, sem impacto prudencial relevante identificado à data.
ANÁLISE DO POTENCIAL IMPACTO DOS PRINCIPAIS CANAIS DE TRANSMISSÃO NA CARTEIRA DE OBRIGAÇÕES E AÇÕES
A carteira de títulos apresenta um elevado nível de diversificação e um perfil de risco climático globalmente reduzido, refletindo a predominância de instrumentos de dívida soberana e corporativa emitidos por entidades com baixo risco ambiental.
A exposição a setores mais sensíveis a riscos climáticos encontra-se controlada e coerente com a estratégia de investimento do Banco, sendo complementada por avaliações externas de risco ambiental e de sustentabilidade.
O impacto potencial dos riscos climáticos nesta carteira é, assim, considerado limitado, não sendo identificados efeitos materiais que comprometam o perfil de risco global do Banco, mantendo-se uma monitorização regular no âmbito dos processos internos de gestão de risco.
CONCLUSÃO
A presente divulgação reflete uma abordagem proporcional, alinhada com a dimensão, o modelo de negócio e o perfil de risco do Banco, assegurando o cumprimento das orientações regulamentares aplicáveis e a transparência adequada sobre os riscos climáticos e ambientais considerados relevantes.
A materialidade do risco de reputação ligado a questões ambientais do próprio Banco permanece reduzida, dada a dimensão do BPG e a natureza do seu modelo de negócio, interagindo com um número relativamente reduzido de contrapartes.
Enquadramento face à Comunicação da Comissão Europeia de 12 de março de 2024 sobre a gestão dos riscos climáticos
Governação – o BPG designou um membro da Comissão Executiva para assegurar a coordenação de alto nível do dossier climático, contando ainda com o apoio de um elemento da função de gestão do risco na integração dos riscos climáticos nos processos do Banco e na produção de indicadores relevantes.
Melhores instrumentos – o BPG identificou os principais canais de transmissão dos riscos físicos e de transição, procedendo à quantificação da sua exposição bruta na carteira de crédito e papel comercial. A disseminação de indicadores de risco climático na organização e a utilização de parâmetros climáticos na avaliação do risco de crédito constituem passos relevantes na caracterização e interligação destes riscos.
Financiamento – sendo uma instituição de reduzida dimensão, o BPG reconhece que o seu papel direto no financiamento da resiliência às alterações climáticas é limitado. Ainda assim, o Banco acompanha com interesse a eventual participação em programas específicos que venham a resultar de iniciativas promovidas pela Comissão Europeia, em articulação com os setores produtivo e financeiro.”
ANÁLISE DO POTENCIAL IMPACTO DOS PRINCIPAIS CANAIS DE TRANSMISSÃO NA CARTEIRA DE CRÉDITO E PAPEL COMERCIAL
Enquadramento e canais de transmissão
Os fatores ambientais não constituem riscos autónomos, mas atuam como amplificadores de riscos existentes, conforme estabelecido no enquadramento regulatório europeu.
Os cenários climáticos físicos e de transição podem afetar a carteira de crédito, papel comercial e títulos através de canais de transmissão, isto é, mecanismos que explicam como eventos climáticos, económicos ou regulatórios se propagam ao perfil de risco das contrapartes.
Em linha com as EBA Guidelines on Environmental Scenario Analysis (EBA/GL/2025/04, Anexo I), o BPG adota a taxonomia recomendada para integrar fatores ESG nos riscos de crédito, mercado, liquidez, operacional e reputacional/estratégico.
A exposição do Banco aos canais de transmissão é, em geral, limitada devido ao seu modelo de negócio, caracterizado por:
- carteira composta maioritariamente por PME industriais e comerciais;
- operações de curto/médio prazo;
- ausência de depósitos à ordem em montante material (não existe risco de corrida a depósitos);
- ausência de rede própria de balcões (vulnerabilidade física reduzida);
- sede arrendada (impacto operacional limitado).
Principais canais de transmissão dos riscos climáticos por categoria de risco
Risco de Crédito
Os riscos climáticos físicos e de transição podem afetar as contrapartes através de danos em ativos, aumento de custos operacionais e de conformidade, e redução da rentabilidade em setores mais expostos à transição, com potenciais impactos na sua capacidade financeira.
Risco de Mercado
Os riscos de transição podem refletir-se em ajustamentos de valor dos ativos financeiros, alterações na perceção de risco dos investidores e maior volatilidade associada a setores sensíveis às alterações climáticas.
Risco de Liquidez
Eventos climáticos extremos ou impactos reputacionais associados a fatores ESG podem, em determinados contextos, afetar o acesso ao financiamento. No caso do BPG, este risco é considerado residual, atendendo à estrutura da sua base de financiamento.
Risco Operacional
Os riscos físicos e tecnológicos podem originar interrupções operacionais, nomeadamente por eventos climáticos extremos ou pela necessidade de adaptação tecnológica associada à transição.
Risco Reputacional e Estratégico
Os riscos de transição podem traduzir-se em maior exigência de transparência ESG, exposição a críticas públicas ou divergências entre práticas e compromissos assumidos, com impacto potencial na imagem e nas relações institucionais.
Exposição setorial e sensibilidade da carteira a riscos ambientais
No seguimento das iniciativas conduzidas em 2024, o Banco reforçou em 2025 o exercício de identificação e avaliação dos riscos ambientais, integrando de forma mais sistemática estes fatores no processo de gestão de risco.
Os resultados visam avaliar a exposição das carteiras a riscos físicos e de transição, permitindo compreender o potencial impacto de fatores climáticos e ambientais na solvência das contrapartes e, consequentemente, no risco global do Banco.
Metodologia de Avaliação
A avaliação da exposição a riscos ambientais e climáticos assenta numa abordagem estruturada e alinhada com as orientações da EBA, permitindo identificar e analisar os principais canais de transmissão dos riscos físicos e de transição relevantes para o perfil de risco do Banco.
Esta abordagem assegura uma análise consistente e integrada da exposição setorial e da sensibilidade da carteira a fatores ambientais, suportando a monitorização contínua e a tomada de decisão no âmbito da gestão de risco.
Exposição por setores de atividade
A carteira de crédito e papel comercial apresenta um perfil de risco estável e coerente com o modelo de negócio do Banco, caracterizando-se por uma adequada diversificação setorial.
A exposição a setores intensivos em carbono e a setores com contributo significativo para as alterações climáticas encontra-se controlada e concentrada em atividades onde os riscos de transição são monitorizados, destacando-se, de forma agregada, os setores da indústria transformadora, energia e construção.
Esta exposição é acompanhada no âmbito dos processos internos de gestão de risco, não sendo identificadas, à data, concentrações que comprometam o perfil de risco global do Banco.
Riscos Físicos
A análise dos riscos físicos considerou a exposição da carteira de crédito e papel comercial a eventos climáticos extremos e crónicos, incluindo fenómenos como eventos meteorológicos severos, aumento da temperatura média e riscos associados a zonas costeiras.
Os resultados indicam que, embora determinadas tipologias de risco físico apresentem maior incidência relativa, o impacto prudencial agregado permanece limitado e coerente com o perfil de risco do Banco.
Estes riscos são objeto de monitorização contínua no âmbito dos processos internos de gestão de risco, com particular atenção à localização das contrapartes e à adequação das garantias associadas, não sendo identificados, à data, efeitos que comprometam a resiliência financeira global da carteira
Riscos de Transição
A avaliação dos riscos de transição considera os potenciais impactos decorrentes de alterações nas políticas públicas, enquadramento regulatório, evolução tecnológica e mudanças nas preferências dos consumidores, que possam influenciar a viabilidade económica das contrapartes.
No âmbito desta análise, foram consideradas as tipologias Política e Legal, Tecnologia e Sentimento de Mercado. Os resultados indicam que os riscos de transição mais relevantes estão associados a fatores regulatórios e fiscais, bem como à evolução das exigências ambientais e de sustentabilidade por parte do mercado.
Os riscos tecnológicos e de sentimento de mercado apresentam, em termos globais, uma expressão mais moderada, refletindo a composição da carteira e a predominância de operações de curto prazo.
De forma global, a exposição a riscos de transição permanece limitada e coerente com o perfil de risco do Banco, sendo objeto de monitorização contínua no âmbito dos processos internos de gestão de risco, sem impacto prudencial relevante identificado à data.
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O impacto potencial dos riscos climáticos nesta carteira é, assim, considerado limitado, não sendo identificados efeitos materiais que comprometam o perfil de risco global do Banco, mantendo-se uma monitorização regular no âmbito dos processos internos de gestão de risco.
CONCLUSÃO
A presente divulgação reflete uma abordagem proporcional, alinhada com a dimensão, o modelo de negócio e o perfil de risco do Banco, assegurando o cumprimento das orientações regulamentares aplicáveis e a transparência adequada sobre os riscos climáticos e ambientais considerados relevantes.
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